11 fevereiro, 2016

LEGÍTIMA DEFESA. CONHECIMENTO DE SEU ESTADO DE LD. EMBOSCADA.

 Supondo que a esposa estivesse esperando o marido entrar em casa para matá-lo, e quando a porta se abre ela atira e mata a pessoa que entrava. Porém, na verdade era um assassino querendo entrar na casa para matá-la. Nesse caso, aplica-se o erro sore a pessoa e considera-se a vítima visada (Marido/teoria da equivalência) ou poderá ser reconhecida a legítima defesa, mesmo que ela não tivesse conhecimento da injusta agressão?
:: Dúvida sanada ::
"Para que se possa falar em legítima defesa não basta só a presença de seus elementos de natureza objetiva, elencados no art. 25 do CP. É preciso que, além deles, saiba o agente que atua nessa condição, ou, pelo menos, acredita agir assim, pois, caso contrário, não se poderá cogitar de exclusão da ilicitude de sua conduta, permanecendo esta, ainda, contrária ao ordenamento jurídico.
(...)
Assim, concluindo, necessário se faz à caracterização da legítima defesa o chamados animus defendendi, traduzido no propósito, na finalidade de defender a si ou a terceira pessoa.”
Fonte: Rogério Greco
Carmen Ribeiro e outras 25 pessoas curtiram isso.
Comentários
Marcos Lima Rios Teoria da vitima virtual, com certeza. Homicídio qualificado pela emboscada.
Stella Oliveira Para ser legítima defesa o beneficiado deve ter ciência do mal que o terceiro lhe causaria.
Bruno P. Fernandes Falta, pra legítima defesa, o elemento subjetivo de querer se defender. O Greco traz um exemplo parecido no livro dele.
Virgínia Agnew Falta o elemento subjetivo, imprescindível para o reconhecimento da excludente!
Pedro Meneguetti Alem do rogerio greco , o nucci tbm tem um topico especifico o capitulo dobre as exclude tes da antijuridicidade onde aborda a necessidade (ou nao) , da presenca do elemento subjetivo para a vitima se valer da excludente. E ambos , perfilhando a linha de causalistas a exmplo de nelson hungria , para quem era necessario tao somente a presenca de elementos objetuvos , expoem que com a adocao do finalismo , e necessaria presenca do elemento subjetivo para o sujeito se valer da excludente

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